quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pequenez

Sentada perto da janela
Tudo passava muito rápido
O dia passava rápido, as pessoas
o tempo, o vento, o pensamento.
Mamãe nem ligava,
para ela eu estava distraída
mas eu estava tão atenta...
É difícil ver tudo quando há pressa
Em cada sinal fechado, um sorriso meu abria
Olha uma mulher atravessando a rua
Olha um velho mendigo velho
Olha um menino no sinal
Olha mãe!
Ela cochilava bem ao meu lado.
Me senti tão pequenina
nesse mundo tão grande
em que os adultos me olham de cima.
Vendo a rua lá fora, lembrei que estava dentro de um ônibus
Mesmo que a viagem seja longa
vou chegar a um destino.
Gostei de estar sendo guiada
pois não sei muito bem para onde estou indo.
Quem sabe quando eu crescer eu saiba
E ai cochilarei tranquila que nem a mamãe...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Propaganda no buzú

Adoro ver anúncios criativos em ônibus!
Hoje eu separei o meu Top 5:







E você, qual seu preferido?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Homenageando

Hoje é aniversário de um amigo muito querido: George!
Para homenagea-lo, estou publicando um texto antigo do blog dele... que conta uma estorinha de buzú.

-
uma rapidinha (cliquem para ler o post original)
estávamos eu, minha amiga deinha e o cara que conserta ar condicionado no elevador quando, de repente, o mesmo disparou:
- vocês que são bons em português...qual o coletivo de pobre?
pensamos por alguns segundos que antecederam ao nosso andar e
demos uma risadinha básica junto com um simples 'não sei'.
- ônibus! - ele falou
boa! boa !
é essa minha rapidinha...huahuahuahuahua
-
hehe Adoro piadinhas... ainda mais quando a pessoa não sabe contar! rs
Parabéns George! Pelo seu aniversário e pelo aniver de seu blog!

domingo, 18 de outubro de 2009

Me olha que eu gosto!

Fico muito feliz de ter um celular com câmera. Sério mesmo. Por mais que você tenha uma rotina, a vida sempre está pronta a lhe surpreender. É só estar atento ao que pula aos nossos olhos em cada instante.
Naquele dia eu não sentei perto da janela e, então, resolvi me distrair com outro tipo de paisagem: pessoas.
Eu gosto de observar as pessoas... mas tenho vergonha que me flagrem observando alguém. Não quero ouvir grosserias nem comentários do tipo "tá olhando o quê?" e isso me obriga a ser discreta - pelo menos eu tento - para continuar minha distração com "segurança".

Um homem sentado na minha frente trajava uma camisa com a estampa de Che Guevara no verso. Ele parecia olhar pra mim. Estou falando de Che. O homem estava de costas. Che estava olhando pra mim. E ele não disfarçava!

Por vezes, entre curvas e sinais fechados, ele me observava melhor ou se escondia junto ao homem. Eu não me senti desconfortável, não mesmo! Afinal, mais interessada eu estava nele. Será que o homem por detrás daquela camisa conhecia El Che? Saberia ele que esse grande revolucionário foi um médico? Representaria aquele símbolo uma ideologia de vida? Ou será que ganhou essa camisa de presente? Ele poderia nem imaginar os pensamentos que suscitava nas pessoas ao redor. Eu não devo ter sido a única a notar isso dentro daquele ônibus. Alguém mais deve ter visto!

domingo, 27 de setembro de 2009

Em um ponto de ônibus longínquo

Há pouco voltei de uma viagem inesquecível, eu estava na Bélgica visitando familiares que se mudaram pra lá e pude, enfim, realizar um grande sonho de minha vida: conhecer Paris.
Viajei da Bélgica para Paris, advinha, de ônibus - foram 6 horas de viagem. Chegando lá, fiz um tour para conhecer a cidade com Les Cars Rouges (ônibus vermelhos para turistas). De lá de cima vi muita coisa diferente, muita coisa estranha e muita coisa "igual".


Havia um velhinho no ponto de ônibus, tranquilo, esperando o seu buzú. Ele devia se chamar Jacques, ser viúvo e ter sido um músico talentoso em sua juventude... ou seria apenas minha imaginação? Eu não o conhecia, e não desci para perguntar, mas senti que o reconhecia.

Na minha terra, em minha cultura, eu já vi essa cena antes. Quantos velhinhos serenos existem por aí? Com essa pose e essa boina, poucos, mas ainda sim velhinhos, com cabelos grisalhos e muitas estórias para contar. Sozinhos em pontos de ônibus, observando o movimento da rua, lembrando dos bons e velhos tempos e nos fazendo refletir sobre o tempo de hoje... Não conheci o passado deste senhor mas tenho tanta saudade quanto ele - ou quase - em minha limitação, em minha imaginação de que sempre há tempo para fazer de hoje os "bons tempos" de amanhã.

Estou de volta à ativa no blog. Aguardem! rs